domingo, 26 de setembro de 2010



Não basta o tesão, tem que ter pegada. Pegada é um negócio absolutamente indefinível, em termos objetivos, mas vamos tentar...

Pegada é aquela sensação de ser comida com os olhos antes de o ser, efetivamente, com outros meios. Um olhar de fome, de sede que só pode ser saciada pela fruição do corpo e do gozo.

É também a incrível arte que algumas mãos têm de achar o caminho certo para os nossos pontos mais relevantes, aqueles que causam arrepios incontroláveis. A arte de dosar a força na medida certa, de ler as reações e saber quando avançar e quando se conter.

Uma boa pegada depende, em primeiro lugar, de uma boa dose sensibilidade. Não a sensibilidade romântica (pegada não necessita de romance...), mas a do corpo, mesmo. Saber ler os sinais, estar atento.

Além disso, depende de um verdadeiro gostar. Gostar de corpo, de sexo, de toque, gostar das formas, de cheiros, gostar de pele e de saliva, de beijo, de lambida. Existem homens e mulheres que gostam de gozar, ou até de fazer gozar, mas não gostam de nada dessas coisas. E aí, fica difícil...



Por fim, a boa pegada depende de auto-confiança. Uma pessoa insegura não consegue ter pegada, mesmo que tenha boa sensibilidade, mesmo que goste de todas as coisas envolvidas. Porque a pegada envolve um certo atrevimento, um desrespeito aos limites.

Pegada é a vontade concretizada.
E é um talento que quem o tem nós não conseguimos resistir…

sábado, 25 de setembro de 2010



Vens até mim.
Chegas até ao meu corpo nu.
Sinto o toque dos teus dedos nos meus tornozelos, o toque é suave… sobes…
Tocas-me nas pernas, nas nádegas e páras…
Surpreendida pelo que fazes olho-te como se te estivesse a pedir para continuares, mas tu não recomeças…
Pareces querer demorar-te mais no meu corpo, querer matar-me de desejo de tesão…
Deixar-me completamente louca, com vontade de querer mais…
Hum…
Os teus dedos entram por debaixo da minha camisa… percorres as minhas costas muito lentamente, sinto as tuas mãos frias a arrepiar-me o corpo…
Percorres-me os flancos…mordes e beliscas…
Agarras-me na nunca e mordiscas-me a base dos ombros, a parte exterior das orelhas, rente aos meus cabelos…
Quase que me venho neste teu jogo saboroso, peço-te que me “mates” e nada…
Já não estas ali comigo…
Afinal que se passou?!
Terás sido ilusão ou realidade?!
Quero-te de volta… quero sentir novamente as tuas mãos no meu corpo… Quando voltaras?!
Quando voltarei a sentir o toque dos teus lábios no meu corpo?!
Volta e “mata-me”.


terça-feira, 21 de setembro de 2010


Ando com um vontade…de provar o desconhecido…
Acordar com um sorriso contagiante…
Desejos de me sussurrarem ao ouvido logo pela manhã…
A troca de palavras de estimulo ao anseio de chegar a casa...
O abraço e o beijo de boas vindas…
Ando cansado de não ser de ninguém…de ser de todos…e não ser de alguém…
Onde andas tu...??

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


E o prazer que me dás...esse continua a ser o mesmo...
Vontades inexplicáveis que são cumpridas ao mínimo pormenor!
E se me tentava esquecer o bom que era...
Tu não te fizeste de rogada em mostrar-me!!
Quero mais!!

domingo, 19 de setembro de 2010


Vem,vamos...
Somos um beijo que demora
E amanhã é sempre tarde demais.
O meu corpo, é o teu corpo, é o teu geito
Vem...
Vamos fazer o que ainda não foi feito.

terça-feira, 7 de setembro de 2010




"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade