terça-feira, 9 de fevereiro de 2010



Em mil delírios roucos te abraço sentindo o tremor do teu corpo,
ás vezes me entristeço nos compassos, sentindo o amargo gosto do adeus.
Sem flecha, sem arco,
sou seu índio das terras onde a guerra se findou,
sem medo, nem temor,
sou seu gemido no espaço em que teu braço me cercou.
Não quero mais saber da boemia se em casa
tenho o gosto de viver e junto ao gozo,
toda a alegria de ser amado e de te pertencer.
Fingindo ser criança sou teu homem e nos teus seios
perco a minha idade, deitando em nossa cama sou selvagem,
menino delirando de saudade.

E de manhã acordo em tua nudez querendo novamente anoitecer,
para afogar de vez estes desejos que me pintam para a guerra do prazer.
Nas ruas, de você não me despeço,
para sentir que estou sempre junto a ti;
a noite vem chegando pouco a pouco e sem perceber eu já fugi.....
fugi da vida para os teus braços,
que ardentes me afagam sem cessar;
e no amor, as luzes adormecem, criança sou de novo a delirar.

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