sexta-feira, 11 de dezembro de 2009




Quando te percebo perto de mim, o caudal dos teus olhos parece desaguar no meu peito...como qualquer raíz à espera do cheiro molhado da terra...quando em silêncio escuto o doce dos desenhos dos teus lábios no ar...perco-me em ti e não sei de mim tanto como pensei...as ruas ficam despidas e em alvoroço de solidão escondem-se por dentro, e de cá de fora...consigo escutar o apelo do tempo para que estes segundos não tenham fim...teatro encenado com erro...e é com prazer que ao fundo não vejo pano, mas uma voz que ecoa baixinho..vamos repetir?!.

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